Domingo, Dezembro 12, 2010

ontem hoje e amanhã

Seria cômico se não fosse trágico.
Como pode as coisas ter tomado essa direção, não sei por que eu me sinto um eterno pato em relação aos meus relacionamentos afetivos, não entendo como as pessoas com quem eu mais me importei durante a minha vida só me trazem mais questionamentos do que respostas.
Uma me diz que sempre soube que voltaria para mim desde que me deixou na saudade.
Tudo bem ela voltou, só não entendeu que eu preferia ela quieta e vestida, a nua e ofensiva. Mulheres com alto escalão sexual me deixam apreensivo.
A outra tem o hábito que eu adoro em uma mulher, o hábito de não precisar de mim, até os quarenta e cinco do segundo tempo, quando ela vem toda doce e entediada, até eu colocá-la em pé novamente, tirar o pó do seu rosto para que ela possa mais uma vez não precisar de mim.
Tem aquela também que finge que não gosta de mim, mas sempre quer saber com quem eu andei durante essas noites misteriosas de sexta-feira, e que vive me deixando sem graça perguntando se onde eu estou morando existem vampiras.
E é claro tem você, não se esqueceria de mencionar você, você é a santa chuva dos meus relacionamentos, você é aquela que confunde curiosidade com saudade e teima em me dizer que não se envergonha de mim. Tudo bem eu também sinto vergonha.
Mulheres e a carência natalina são uma coisa que eu não consigo lidar. Porque em todas as outras estações e épocas do ano, nenhuma de vocês se importou se eu estava vivo, ou se eu ainda tinha ânimo para alguma coisa? Não sei, não sei.
Noel meu caro, aproveite a sua época especial e me traga aquilo que eu sempre te peço no final de ano, aquela que não me trará tristeza, que não se sentira atraída por outra pessoa, aquela com o sex appeal na medida, e principalmente, aquela que não vai se lembrar de mim só de vez em quando.
Eu prometo que espero quietinho.

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